- Nossa, você no msn a essa hora??
- Pois é... Insônia!
- Tudo bem?
- Tudo e você?
- Tudo!
- Nossa, ando com uma insônia monstro....
- Hahaha!
- Sério... Passo a madrugada vendo filmes toscos e VH1.
- Adoro Vh1.
- Pois é! Tô viciada. Aliás, toda vez que assisto lembro de você.
- Várias coisas me lembram você. Filmes, livros, músicas...
- Como assim?
- Ah, sei lá. Belle & Sebastian, por exemplo, sempre me lembra você.
- Hum...
- Ai ai! Você sabe que não posso conversar muito com você, né?
- Por que?
- Ora, porque... Porque eu gostava de você...
- ????
E foi assim que tudo começou!
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
domingo, 20 de janeiro de 2008
Despedida
Por mim, e por vós, e por mais aquilo que está onde as outras coisas nunca estão deixo o mar bravo e o céu tranqüilo: quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces ? - me perguntarão.
Por não ter palavras, por não ter imagem. Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras ? Tudo.
Que desejas ? Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada. Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte. Voou meu amor, minha imaginação ...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão ! Estandarte triste de uma estranha guerra ... )
Quero solidão.
(Cecília Meirelles)
________________________________________________________
Amar implica em saber a hora de partir.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces ? - me perguntarão.
Por não ter palavras, por não ter imagem. Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras ? Tudo.
Que desejas ? Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada. Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte. Voou meu amor, minha imaginação ...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão ! Estandarte triste de uma estranha guerra ... )
Quero solidão.
(Cecília Meirelles)
________________________________________________________
Amar implica em saber a hora de partir.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Dúvida
- Me espera?
- Espero!
- Me ajuda?
- Ajudo!
- Fica comigo?
- Fico!
- Me ama?
- Amo!
Mas e pra mim? O que é que fica?
- Espero!
- Me ajuda?
- Ajudo!
- Fica comigo?
- Fico!
- Me ama?
- Amo!
Mas e pra mim? O que é que fica?
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Produto perfeito
telefonema - saudade = madrugada
madrugada ÷ chuva = 15º andar
15º andar x chet baker = você
você + eu = ideal
So, let's get lost...
madrugada ÷ chuva = 15º andar
15º andar x chet baker = você
você + eu = ideal
So, let's get lost...
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Conversa
- Gato, que direção devo tomar?
- Isso depende para onde você quer ir.
- Não sei muito bem aonde quero ir.
- Então não importa a direção que você vai tomar.
Trecho do livro “Alice no país das maravilhas”, de Lewis Carrol.
- Isso depende para onde você quer ir.
- Não sei muito bem aonde quero ir.
- Então não importa a direção que você vai tomar.
Trecho do livro “Alice no país das maravilhas”, de Lewis Carrol.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Esclarecimento
O passado é uma parte do tempo e refere-se a todo e qualquer acontecimento em período do tempo anterior ao presente, sendo objeto da história que identifica e classificas os eventos e pessoas verificados.
Teorias científicas, ou de ficção científica, supõe que se pode modificar o passado, ou que a ele se retome através de uma viagem no tempo. Mas o conhecimento científico atual acredita que o passado é tudo que já passou, não sendo repetível nem modificável. Dele pode-se apenas ter visões tidas pela memória ou através de fotos, filmes e demais gravações.
E tenho dito!
Teorias científicas, ou de ficção científica, supõe que se pode modificar o passado, ou que a ele se retome através de uma viagem no tempo. Mas o conhecimento científico atual acredita que o passado é tudo que já passou, não sendo repetível nem modificável. Dele pode-se apenas ter visões tidas pela memória ou através de fotos, filmes e demais gravações.
E tenho dito!
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Identificação
"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro...há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo.
Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu...
Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força.
Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver.
Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão.
Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma."
Clarice Lispector
Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu...
Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força.
Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver.
Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão.
Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma."
Clarice Lispector
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Tempo remoto?
Presa as amarras criadas por minha própria mente insana e insensata, não consigo me livrar dessa solidão que pouco a pouco me consome.
Divago entre mundos paralelos, buscando respostas para perguntas que nem se quer foram feitas, num devaneio alucinado de que a utopia da felicidade ainda é possível. E mesmo sabendo que meus pés se encontram fora do chão e que tenho vivido dos meus sonhos e de minhas alucinações, do meu mundinho perfeito criado numa tentativa de fugir do sofrimento, sigo em busca de meus objetivos quase sempre irreais.
E perdida nesses objetivos deixo a dor crescer. É como se todo o podre, toda a vergonha, todos os erros tão bem escondidos se apoderassem de mim... Percebo que não faço parte de lugar nenhum.
Procuro em olhos desconhecidos o brilho que deveria encontrar nos meus. Pronuncio palavras que não são minhas numa tentativa inútil de agradar aqueles que me cercam. Ouço calada constantes acusações de atos que nunca partiram de mim. Coloco em risco meu orgulho, sofrendo pelo sentimento de alguém que mal conheço.
E em questão de segundos me vejo perdida entre o real e o irreal, não sabendo mais o que é verdadeiro e o que são fantasias criada por minha mente sórdida, tornando-se assim, meu próprio carrasco a assinar minha sentença de morte.
Vou me perdendo num oceano de indagações e dúvidas. Vou me afogando em meu próprio medo. Quem há de entender o que se passa nessa mente doentia? Ninguém... Ninguém é capaz de entender o que o outro sente.
Dentro do meu peito, explode a necessidade de seguir em frente. E por mais que eu saiba que crescer é necessário, permaneço parada em um tempo que já passou, em uma realidade inexistente à esperança da concretização de um sonho que nunca foi meu.
Por isso, peço desculpas pelas tantas vezes em que me porto como criança... Estou apenas tentando prezar algo de puro em uma alma que insiste em ser imunda.
Estou descrente da vida e às vezes me sinto presa dentro de um filme onde as cenas se repetem constantemente diante de meus olhos e o final feliz parece infinitamente distante, perdido no horizonte longínquo e inatingível.
Falta peito pra virar as costas e descobrir o mundo... Falta carne pra encarar a vida e ir atrás de sonhos. Falta colo pra acalentar um corpo tão febril... Qualquer manifestação de vida é inexplicável.
Talvez sofrer assim, sangrar assim, seja estar vivo... Mais vivo do que nunca. E nesse instante a alma suplica para ir embora, para ser exterminada. De que serve uma alma se nela apenas existem feridas?
Não é vida se não for latente.
(Esquizofrenia adolescente - texto de 2000)
Divago entre mundos paralelos, buscando respostas para perguntas que nem se quer foram feitas, num devaneio alucinado de que a utopia da felicidade ainda é possível. E mesmo sabendo que meus pés se encontram fora do chão e que tenho vivido dos meus sonhos e de minhas alucinações, do meu mundinho perfeito criado numa tentativa de fugir do sofrimento, sigo em busca de meus objetivos quase sempre irreais.
E perdida nesses objetivos deixo a dor crescer. É como se todo o podre, toda a vergonha, todos os erros tão bem escondidos se apoderassem de mim... Percebo que não faço parte de lugar nenhum.
Procuro em olhos desconhecidos o brilho que deveria encontrar nos meus. Pronuncio palavras que não são minhas numa tentativa inútil de agradar aqueles que me cercam. Ouço calada constantes acusações de atos que nunca partiram de mim. Coloco em risco meu orgulho, sofrendo pelo sentimento de alguém que mal conheço.
E em questão de segundos me vejo perdida entre o real e o irreal, não sabendo mais o que é verdadeiro e o que são fantasias criada por minha mente sórdida, tornando-se assim, meu próprio carrasco a assinar minha sentença de morte.
Vou me perdendo num oceano de indagações e dúvidas. Vou me afogando em meu próprio medo. Quem há de entender o que se passa nessa mente doentia? Ninguém... Ninguém é capaz de entender o que o outro sente.
Dentro do meu peito, explode a necessidade de seguir em frente. E por mais que eu saiba que crescer é necessário, permaneço parada em um tempo que já passou, em uma realidade inexistente à esperança da concretização de um sonho que nunca foi meu.
Por isso, peço desculpas pelas tantas vezes em que me porto como criança... Estou apenas tentando prezar algo de puro em uma alma que insiste em ser imunda.
Estou descrente da vida e às vezes me sinto presa dentro de um filme onde as cenas se repetem constantemente diante de meus olhos e o final feliz parece infinitamente distante, perdido no horizonte longínquo e inatingível.
Falta peito pra virar as costas e descobrir o mundo... Falta carne pra encarar a vida e ir atrás de sonhos. Falta colo pra acalentar um corpo tão febril... Qualquer manifestação de vida é inexplicável.
Talvez sofrer assim, sangrar assim, seja estar vivo... Mais vivo do que nunca. E nesse instante a alma suplica para ir embora, para ser exterminada. De que serve uma alma se nela apenas existem feridas?
Não é vida se não for latente.
(Esquizofrenia adolescente - texto de 2000)
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